Especialistas defenderam reforma na previdência

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Por Coordenadoria de Comunicação Social   |   5 de Dezembro de 2013

Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) foram palco da mesa-redonda “Economia e Seguro: O Futuro da Previdência no Brasil”, que aconteceu nos dias 25 e 28 de novembro, respectivamente. O encontro contou com apresentações de Hélio Portocarrero, ex-superintendente da Susep e ex-diretor da FenaCap, e Lauro Faria, assessor da Diretoria Executiva da Escola, e com mediação de Claudio Contador, diretor de Ensino Superior e Pesquisa da instituição.

Portocarrero contou a história da previdência no Brasil a fim de explicar os fatos que contribuíram para o atual déficit do sistema público. Segundo ele, a taxa de reposição da previdência é de 90% no Brasil, número acima do registrado nos Estados Unidos, de 40%. Entretanto, ela tornou-se inviável a partir da década de 1990, quando o teto máximo chegou a dez salários mínimos. As minirreformas feitas nesse período com o objetivo de manter a previdência viável não foram suficientes, de acordo com o executivo.

“A previdência terá de ser reformada em algum momento, mas os projetos com esse intuito balançam governos. Eles sofrem resistência na maioria dos países, mas quando ocorrer, será preciso que haja instituições de previdência privada sólidas que possam absorver o aumento de demanda que com certeza virá”, afirmou Portocarrero. Essa demanda, explicou, vem com a formalidade da mão de obra, o aumento do salário médio e a diminuição da desigualdade social.

Lauro Faria explicou de que forma as taxas de juros e de crescimento da economia têm influenciado os resultados da previdência social e privada. “As taxas de juros voltaram a subir em 2013, remunerando melhor as reservas das seguradoras e dos fundos de pensão. Nesse horizonte, o futuro da previdência privada, não parece problemático. Já a previdência social tem futuro imediato menos brilhante devido aos efeitos do baixo crescimento da economia sobre as receitas do INSS e dos demais regimes previdenciários estatais”, avaliou.

No longo prazo, Lauro explicou que o maior desafio, tanto para o setor privado quanto para o estatal, será o envelhecimento da população, em razão da taxa média de natalidade abaixo da taxa de reposição (2,1 filhos por mulher). “Isto significa que o quociente segurado ativo por inativo tende a baixar significativamente, tendo como resultado o aumento das contribuições, o aumento do tempo de contribuição ou a redução dos benefícios, a fim de equilibrar receita e despesas”, finalizou.

Veja aqui as fotos.

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