Seminário debateu previdência e soluções para aposentadoria no Brasil

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Por Coordenadoria de Comunicação Social   |   9 de Maio de 2017

O Brasil, sua realidade previdenciária e mudanças na legislação, frente ao que já foi realizado em outros países. Estes foram os temas abordados no seminário “A Reforma da Previdência Social à Luz da Experiência Internacional", promovido pela Escola Nacional de Seguros, no dia 27 de abril, em São Paulo (SP).
 
O evento teve abertura realizada pelo diretor do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), Claudio Contador, e contou com a presença de professores e alunos da instituição, além de profissionais do mercado. “É muito importante abordar este tema tão atual na vida de todos nós. As atenções estão voltadas para a questão previdenciária, pensando em como o assunto pode ser tratado daqui para frente”, comentou.

Na opinião do professor Helio Zylberstajn, da Universidade de São Paulo (USP), este é o momento para pensar em novos modelos de contribuição. Ele apresentou estudo com modelo de quatro pilares de arrecadação e benefícios que contemplam, entre outras características, a chamada “Renda Básica do Idoso” – destinado a todos os idosos –, e o “Benefício Contributivo Voluntário por Capitalização”, voltado para o trabalhador em atividade. Com isso, é possível gerar uma renda global, quando somados os benefícios e repassados ao cidadão no momento de aposentadoria.
 
“Atualmente, 12% do nosso PIB é voltado para benefícios previdenciários. Não podemos falar apenas de déficit, porque todos pagaremos a conta ao final. É preciso propor mudanças que vão além, pensando no fator demografia e mudanças sociais, além do uso de recursos ligados aos atuais FGTS e seguro desemprego”, explicou Zylberstajn.
 
Educação financeira como aliada
 
Estiveram em debate questões importantes sobre este panorama, assim como seus impactos na sociedade, riscos, benefícios e perspectivas. Foram abordadas a evolução e mudanças nos modelos previdenciários do Chile, França, Alemanha, Suécia, Grécia, Japão e Finlândia. O executivo da Swiss Re Brasil Resseguros, Gustavo Bonomi Silvestre, e o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), Edson Luis Franco, trataram destes modelos.
 
“Comparado com outros países, o Brasil ainda tem um gasto controlado com benefícios previdenciários porque sua população idosa está em 8%. Alemanha e França, que fizeram reformas, contam com 18% e ampliaram a idade básica para recebimento. O desafio é chegar num modelo que associe contribuição individual e o que é oferecido pelo governo”, destaca Gustavo Bonomi Silvestre.
 
Ele também citou o caso do Japão, que conta com 27% de idosos e mantém dois tipos de aposentadoria. “Uma de contribuição compulsória a ser recebida na terceira idade e outra de acordo com o que o trabalhador contribuiu. São casos a se pensar e avaliar”, concluiu.
 
Segundo dados do IBGE, o Brasil passou de uma expectativa de vida de 53 anos, em 1970, para 75 anos, em 2015, o que o aproxima do perfil de países que já passaram por reformas, como Alemanha e Inglaterra. Para o presidente do Clube Vida em Grupo de São Paulo (CVG-SP), Silas Kasahaya, é o momento de avaliar o valor do mercado de seguros para também dar ao brasileiro opções de previdência privada.
 
“A educação financeira deve ser cada vez mais focada quando pensamos numa renda futura. Hoje, já se investe em modelos privados muito mais do que há 20 anos, quando nem se pensava nisso e o Estado era o único responsável pela renda de pessoas idosas. Isso vem mudando e deve ser apoiado num processo de disseminação de informações para todos”, defendeu.

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