Seminário debateu seguros de responsabilidade civil na sociedade contemporânea

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Por Coordenadoria de Comunicação Social   |   3 de Maio de 2017

Hiperconsumo, drones, biotecnologia. De que forma as novas atividades da sociedade contemporânea estão influenciando a legislação e o mercado de seguros em todo o mundo?
Esses e outros temas foram debatidos no Seminário de Seguros de Responsabilidade Civil – Riscos Complexos da Sociedade Pós-Moderna, Desafios e Novos Negócios, realizado pela Escola Nacional de Seguros, no dia 25 de abril, em São Paulo (SP).
 
Esta foi a terceira edição do evento, que contou com palestrantes de diferentes segmentos. De acordo com o advogado e coordenador do seminário, Walter Polido, os seguros de responsabilidade civil precisam ser analisados como uma necessidade social. “É uma ferramenta que dá a certeza da indenização para perdas e danos, com a preocupação maior de que a vítima será ressarcida”.
 
Polido destacou, ainda, que a aplicação de leis sobre os causadores de danos funciona como um fator punitivo eficiente. “Serve como um alerta para que a sociedade não siga praticando os mesmos atos”, afirmou.
 
Drones
 
Uma das indústrias que abre uma gama de possibilidades para o mercado de seguros é a de drones, que demandará condições exclusivas para sua regularização.
 
De acordo com o fundador e diretor da G Drones, George Alfredo Longhitano, as situações de risco apresentadas pela utilização dessas máquinas geram um novo mercado para os seguros de responsabilidade civil. “Os equipamentos podem gerar ocorrências como incêndios, quedas de aeronaves, danos a equipamentos e danos a terceiros, sejam pessoas ou patrimônios”.
 
Ele explica que, diante dos riscos apresentados, a Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC está lançando novas regras que determinam que todas as empresas operadoras de drones tenham os equipamentos cobertos pelo Seguro Obrigatório de Responsabilidade do Explorador e Transportador Aeronáutico (R.E.T.A).
 
O executivo também mencionou a utilização de drones como forma de monitoramento de áreas seguradas. “Torna o processo mais eficiente e reduz o tempo de vistoria”.
 
Hiperinovação e hiperconsumo
 
Já o defensor público Fábio Schwartz falou, em sua palestra, sobre o impacto do hiperconsumo e da hiperinovação nas relações de consumo. Ele explica que, com a obsolescência dos produtos nos tempos atuais, a contratação da garantia estendida se tornou desnecessária.
 
Schwartz destacou que o processo acelerado do desenvolvimento de produtos é responsável por uma série de recalls, que nem sempre são atendidos pelos consumidores, o que pode gerar acidentes e insatisfação. Esse cenário vem gerando novos tipos de seguros de RC Produtos, em parte para proteger empresas e clientes diante da constante necessidade de recall.
 
“Atualmente, a maioria dos consumidores troca de bens por atualização de modelo, não por defeito do produto. Por isso, os fabricantes não estão interessados em vender durabilidade, e sim, inovação”.
 
O evento contou, ainda, com debates sobre biotecnologia, novos tipos de danos, salvados e entulhos, desvio produtivo do consumidor, entre outros. Também participaram como palestrantes o professor da Unisinos, Marcos Catalan, o advogado Marcos Dessaune, e o representante do Departamento de Genética da Esalq-USP, Mateus Mondin.
 
Estiveram presentes representando a Escola a diretora de Ensino Técnico, Maria Helena Monteiro, e a gerente de Parcerias Internacionais, Maria Luiza Martins.

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