“Vivemos um momento mágico, de irmandade entre todos os segmentos da nossa indústria”

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Por Coordenadoria de Comunicação Social   |   18 de Outubro de 2016

Alexandre Camillo ingressou no mercado de seguros em 1990, como empreendedor, ao fundar a Camillo Corretora de Seguros. Quinze anos mais tarde, iniciava a trajetória como líder de classe, assumindo a Diretoria Social do maior sindicato dos corretores de seguros do País, o Sincor-SP, do qual é presidente desde maio de 2014.

Logo que assumiu a presidência da entidade anunciou como principal bandeira a disseminação da cultura do empreendedorismo entre os corretores de seguros. Assim tem sido até hoje. “Queríamos levar para o corretor uma postura diferente, de empresário da corretagem e distribuição de seguros dentro do conceito de empreendedorismo. A resposta deles foi fantástica”, comemora.

Nessa entrevista exclusiva ao Acontece, o principal líder dos corretores de seguros do Estado de São Paulo fala sobre qualificação, a relação com a Escola Nacional de Seguros e projetos que ainda pretende implantar à frente do Sincor-SP, além de fazer um balanço do XVII Conec. “Esse não foi apenas o maior congresso de todos os tempos, esse foi O Congresso”.


Fale um pouco sobre a sua gestão à frente do Sincor-SP, quais foram as principais realizações e o que ainda vem pela frente?

Chegamos com a intenção de levar para o corretor uma postura diferente, na qual ele se percebesse como empresário da corretagem e distribuição de seguros dentro do conceito de empreendedorismo. E isso foi entendido rapidamente, muito mais rápido do que eu podia imaginar. A resposta do corretor de seguros foi fantástica! Acredito que essa mudança de postura tenha sido o maior ganho para a categoria até aqui. Ainda tenho dois anos de gestão, que serão de entregas nos campos político e do atendimento a alguns anseios pontuais da categoria. Dessa forma, o corretor terá o somatório de tudo: uma nova postura, a notoriedade profissional e um ambiente cada vez mais seguro para que possa investir e ter o maior retorno possível do seu investimento.

Um dos temas mais debatidos atualmente é o uso da tecnologia e de meios remotos na distribuição do seguro. Qual a sua opinião sobre essa questão?

Características e particularidades dos seguros levam ao entendimento e à certeza de que sempre será necessária a relação pessoal na intermediação entre seguradora e segurado. E atrevo-me a dizer que isso se dá em qualquer ramo do seguro. No entanto, esse cenário não pode nos levar ao comodismo. E não está nos levando. Já há algum tempo o corretor de seguros vem se adaptando, evoluindo e fará, sem dúvida alguma, o melhor uso dessa evolução tecnológica, que, como tantas outras, é imposta pelo consumidor. A grande revolução que vivemos nesse momento é que, de fato e como nunca, o consumidor está no comando. Assim como aconteceu em outros momentos da história dos seguros no Brasil, de altos e baixos, estamos e estaremos sempre preparados para dar as respostas necessárias e manter o crescimento do setor.

Então, para resumir, a tecnologia não veio para substituir a figura do corretor, trata-se de uma ferramenta que pode auxiliá-lo a ter ganhos ainda maiores?

O corretor de seguros foi o primeiro profissional que conseguiu entender esse cenário e passou a fazer uso de novas tecnologias no dia a dia. Fomos os primeiros a usar telefone celular e e-mail para fechar negócios. Hoje nos comunicamos via WhatsApp. E assim continuará sendo sempre que outras novidades aparecerem. Porque temos grande capacidade de adaptação e dinamismo, associados ao comprometimento em atender ao consumidor.

Qual a sua avaliação sobre o atual nível de qualificação dos corretores de seguros?

O preparo e a qualificação do corretor de seguros vão muito além da formação tradicional. Hoje, esse profissional tem conhecimento geral quase incomparável, uma visão do mundo muito ampla. O Sincor-SP e a Escola Nacional de Seguros têm dados que comprovam isso. Recentemente, desenvolvemos a Trilha do Conhecimento, projeto em parceria com o Sebrae, que apontou que mais de 80% dos corretores do Estado de São Paulo têm nível superior. Esse é um número elevadíssimo! E já que estamos falando de qualificação, não posso deixar de render homenagens ao trabalho que a Escola vem fazendo, sem dúvida alguma ela é a grande responsável por fomentar o desenvolvimento da categoria e entregar ao corretor de seguros as melhores práticas e ensinamentos.

Em março desse ano, a Escola Nacional de Seguros inaugurou novas instalações em São Paulo. Três meses depois, em junho, as diretorias da Escola e do Sincor-SP se reuniram para uma reunião de trabalho. Como está a relação entre as duas entidades?

Desde o início da minha gestão procurei integrar o Sincor-SP com todas as entidades do setor, e aí, obviamente, a Escola Nacional de Seguros é uma das mais importantes, pois é a responsável pela formação e qualificação da mão de obra dos profissionais de seguros. O encontro entre as diretorias das duas entidades, motivado pela inauguração das novas instalações, foi o ponto máximo dessa filosofia de integração, porque, de fato, estamos todos comungados e de mãos dadas para contribuir ao máximo com o projeto de capacitação contínua dos nossos profissionais. Estamos vivendo um momento mágico, de irmandade entre todos os segmentos da nossa indústria. A Escola está de parabéns pelo novo prédio, pela nova estrutura, tanto física quanto de recursos humanos. O Sincor-SP é e continuará sendo parceiro na divulgação dos projetos dessa instituição de ensino tão importante. Trabalhar unindo esforços é a melhor coisa do mundo.

Qual o balanço desse XVII Conec? Foi o maior congresso de corretores de seguros da história?

Normalmente somos superlativos nas críticas e nas exigências, mas deixamos de ser superlativos nos elogios. Por ter vivido muito de perto a construção desse XVII Conec, posso afirmar que o congresso superou todas as expectativas. Então, permita-me dizer que esse congresso não foi apenas o maior de todos os tempos, mas foi O Congresso. Tudo convergiu favoravelmente, absolutamente tudo. O comportamento dos corretores, a posse dos investidores, os movimentos políticos... é um marco, um divisor de águas, por tudo que vimos, por tudo que propiciamos, por tudo que aqui foi alinhado. Isso só nos dá a convicção de estar no rumo certo, de construção de um caminho muito profícuo nos atendimentos ao corretor de seguros e, evidentemente, ao setor como um todo.

Qual o seu recado final para todos os corretores de seguros do País?

A mensagem não pode ser outra: corretores de seguros, muito obrigado! O que foi visto nesses dias de congresso só foi possível porque você propiciou. A sua atitude e a sua postura emolduraram esse que, como eu disse, foi O Congresso. Acredite cada vez mais em si mesmo, cumpra cada vez mais o seu papel perante o consumidor e tenha a certeza de que nós estaremos aqui fazendo a nossa parte, porque também somos corretores de seguros. Então, acreditando um no outro e colocando as nossas competências em curso, temos um futuro brilhante, promissor, sem medo. Podem acreditar nisso cada vez mais. Obrigado e parabéns, corretores de seguros, realmente nós somos grandes!

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